sexta-feira, 26 de agosto de 2016

NO PRINCÍPIO – O QUINTO DIA

E disse Deus:
pululem as águas de seres vivos,
e voem as aves sobre a terra sob o firmamento.
E o que antes não era, começou a ser:
nasceram toda e cada espécie de bicho,
pois ele chama à existência coisas que não existem.
Deus é criativo!
Multiplicaram-se os enxames e os cardumes
de todo ser vivente do mar e ar.
Os monstros marinhos e as serpentes,
répteis rastejantes e feras aladas.
E assim tomaram conta das imensidões do mares
e das expansões dos céus.
O singular cavalo-marinho
o forte aligátor,
o soberano tubarão,
a impávida cachalote,
o curioso camaleão.
Nos céus sobraram cores, sons e alegria. E lá ainda estão:
Papagaio, maracanã, periquito, calopsita, arara, jandaia, cacatua, tuim...
beija-flor, curió, canário, bem-te-vi, azulão, asa-branca, sabiá...
E haja criatividade!
Então o Criador os abençoou:
encham as águas e os ares.
Daí, cada um na sua espécie, na sua linhagem e
com seus gêneros se fizeram em quantidade.
E Deus observou que ficou bom!
Então começou o crepúsculo
e a tardinha abraçou a noite.

Mas eis que rompeu a manhã e,
como um sacrifício
de culto eterno, aconteceu
o quinto dia.

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