sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

BILLY GRAHAM (1918 – 2018)

Fui surpreendido nesta quarta-feira (dia 21), enquanto almoçava, com a notícia de que o pastor e evangelista norte-americano Billy Graham havia falecido em sua casa na cidade de Montreat, na Carolina do Norte às oito horas (10 h de Brasília), aos 99 anos.
Imediatamente fui à internet confirmar a informação e buscar ler o que havia sobre o tema. O que eu li indica o pouco do impacto que este servo de Cristo – pastor batista – exerceu em nossa geração.

Estas foram algumas manchetes das páginas brasileiras:
G1 (Globo) – Billy Graham, evangelista americano, morre aos 99 anos
Estadão – Morre aos 99 anos Billy Graham, o pastor mais ouvido da história
Istoé – Pastor conselheiro de presidentes americanos morre aos 99 anos
R7 – Billy Graham, líder evangélico dos EUA, morre aos 99 anos de idade
Terra – Morre pastor Billy Graham, um dos maiores pregadores do mundo
UOL – Morreu Billy Graham, o "pastor da América"
Folha – Pastor evangélico Billy Graham morre aos 99 anos nos EUAFilho de fazendeiros se tornou conselheiro espiritual de presidentes

De sites internacionais eu li:
Reuters – O evangelista dos Estados Unidos, Billy Graham, que aconselhou presidentes e pregou a milhões de pessoas em todo o mundo desde a sua natal Carolina do Norte até a Coreia do Norte comunista durante seus 70 anos no púlpito.
CNBC – Graham transformou a vida religiosa americana através de sua pregação e ativismo.
The Telegraph (Inglaterra) – O Sr. Graham, apelidado de Metralhadora de Deus, tornou-se o capelão de facto da Casa Branca para vários presidentes dos EUA, em especial para Richard Nixon. Ele também se encontrou com dezenas de líderes mundiais e foi o primeiro evangelista notável a levar sua mensagem para trás da Cortina de Ferro.
CNN – Um confidente para os presidentes, uma luz guiando gerações de evangélicos americanos e um pregador global que converteu milhões para o cristianismo.
The Guardian (Inglaterra) – Evangelista americano que pregou a milhões em todo o mundo e aconselhou presidentes dos EUA.
USA Today – Ele levou sua Bíblia até os confins da Terra em turnês de pregação que ele chamou de "cruzadas". Os presidentes convidaram Graham em suas horas escuras, e milhões de desconhecidos dizem que ele lhes mostrou a luz.
Corriere della Sera – Foi um líder de direitos civis e conselheiro espiritual de muitos presidentes dos EUA. O pregador evangélico (...) foi um conselheiro entre outros de Harry Truman e Barack Obama.

Na sua conta do Twitter o ex-presidente Barack Obama postou:
Billy Graham was a humble servant who prayed for so many – and who, with wisdom and grace, gave hope and guidance to generations of Americans
(Billy Graham era um humilde servo que orava por tantos – e quem, com sabedoria e graça, deu esperança e orientação a gerações de americanos)

Indispensável deixar o próprio Billy Graham falar:
Um dia você vai ler ou ouvir que Billy Graham está morto. Não acredite numa palavra sequer. Eu estarei mais vivo que estou hoje. Terei apenas mudado de endereço. Terei ido para a presença de Deus.
Billy Graham


Na foto lá em cima, o evangelista Billy Graham ladeado do filho Franklin e dos ex-presidentes George Bush, Bill Clinton e Jimmy Carter (Foto: Chris Keane/Reuters/File Photo)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

QUEM É DEUS NOS SALMOS

Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus.
(Sl 90:2)

Dando uma lida no Livro dos Salmos e fazendo alguns apontamentos sobre como o nosso Deus é apresentado ali cheguei a relação a seguir. Veja como os Salmos respondem a pergunta: QUEM É DEUS?
Sobre atributos divinos:
  • Ninguém conhece Deus – 139:6 / 82:5 / 90:11 (Obs.: apesar de 76:1)
  • Ele se revela – 147:19 / 9:16 / 25:14
  • Nós categorizamos (atribuímos categorias) àquilo que conhecemos sobre Deus – 119:68
  • Mas isso só se faz com temor – 111:10
Principais atributos:
  • DEUS É BOM25:8 / 34:8 / 73:1 / 86:5 e 15 / 100:5 / 106:1 / 107:1 / 118:1 e 29 /119:68 / 135:3 / 136:1 / 145:8-9
  • DEUS É GRANDE – 5:7 / 25:11 / 31:19 / 47:2 / 48:14 / 77:13 / 95:3 / 96:4 / 99:2 / 135:5 / 145:3 / 147:5
Características essenciais de Deus:
  • Santo – 22:3 / 2:6 / 99:5 e 9
  • Altíssimo – 83:18 / 97:9 / 57:2
  • Eterno – 90:2 / 93:2
  • Imutável – 102:27 / 135:13
  • Glorioso – 18:3 / 76:4 / 48:1
O que Deus faz?
  • Salva – 25:5 / 31:5 / 62:1
  • Abençoa – 5:12 / 128:5 / 67:7
  • Ouve e responde – 17:6 / 119:26
  • Cura – 30:2 / 147:3 / 40:17
  • Livra da angústia – 54:7 / 4:1 / 18:27 / 34:6
  • Ampara e fortalece – 73:23 / 10:14 / 4:8 / 116:6
  • Sonda o coração – 139:1 / 7:9 / 26:2 / 44:21
  • Instrui e ensina – 16:7 / 119:12 / 94:12 / 45:4
  • Reina – 47:8 / 59:13 / 93:1 / 96:1 / 97:1 / 99:1 / 146:10
Quem é Deus para mim?
  • Meu Deus – 31:14
  • Minha luz – 27:1
  • Minha força – 28:7
  • Meu quinhão – 119:57
  • Meu ajudador – 54:4
  • Minha grande alegria – 43:4
  • Meu pastor – 23:1



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

QUE FAZER PARA SER SALVO?

Em sua segunda viagem missionária, Paulo e sua equipe de missão chegaram pela primeira vez a Europa, tendo ali pregado o evangelho na cidade de Filipo – província romana da Macedônia – uma mulher de nome Lídia se converteu e foi batizada; abrindo as portas de sua casa para a primeira igreja cristã europeia (leia a passagem em At 16).
Enquanto discipulava e fortalecia o trabalho recém-iniciado, certo dia, Paulo e Silas encontraram uma moça que, sendo possuída por um espírito advinho-enganador, era escravizada e trazia lucros aos seus senhores.
No poder do nome de Jesus, Paulo repreendeu o espírito que atormentava a mulher, o que causou a revolta dos seus exploradores. Por conta disso, os apóstolos foram entregues às autoridades que, insuflados pela multidão, açoitaram-nos e os lançaram na prisão.
Até este momento nada foi surpreendente pois o que temos é o relato de como o maligno destrói homens e mulheres; como no nome de Jesus há libertação e vida em abundância (cf. Jo 10:10) e de como os discípulos devem estar preparados para enfrentar esta batalha (cf. Jo 15:18).
O surpreendente viria daqui em diante. Levados à prisão, Paulo e Silas cantavam e oravam ao Senhor e, enquanto este louvor subia aos céus, o texto diz que “de repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abertos” (At 16:25).
Temendo as consequências de uma eventual fuga de prisioneiros, ou algo parecido diante do fato, o carcereiro tentou se matar com a própria espada. Mas Paulo gritou: “Não faça isto! Estamos todos aqui!” (At 16:28).
A narrativa continuou com a descrição da cena do carcereiro assustado e caindo prostrado aos pés dos discípulos e formulando a questão: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?” (At 16:30).
Parece claro que nesta primeira formulação o carcereiro ainda não tinha uma noção exata da dimensão espiritual da salvação que os cristãos possuíam – e era exatamente o que os fazia adorar ao Senhor no cárcere. Aquele homem queria saber como poderia se livrar das tormentas daquele momento. Ele demonstrou perceber que algo muito maior e mais poderoso que ele, sua cadeia e até as forças romanas estava agindo naquele lugar, por isso o medo e a necessidade de saber como se resguardar.
Mas a pergunta do carcereiro também demonstrou outra certeza. Naquela circunstância, ele estava disposto a fazer qualquer coisa. Não simplesmente ouvir um discurso ou se interessar por uma fé. O que fosse preciso fazer, ele estava disposto a fazê-lo; qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para se livrar daquela hora!
A resposta de Paulo e Silas, entretanto, foi em outra direção: não há nada a se fazer diante da demonstração do poder de Deus. Não há obras, nem penitência, nem promessas a serem feitas ou pagas. Basta apenas crer e o Senhor Jesus fará o resto (At 16:31).
O quadro se encerrou com o carcereiro lavando as feridas dos apóstolos, levando-os para casa e lhes oferecendo uma refeição. O texto ainda afirma que “ele e todos os seus foram batizados” (At 16:33). A resposta dada pelos homens de Deus ao questionamento do mundo resultou em bênção e em salvação e mais: o carcereiro, junto com os de sua casa, “alegrou-se muito por haver crido em Deus” (At 16:34).


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

A POÉTICA E A POESIA HEBRAICA

Em toda língua humana conhecida, primeiro se formou a literatura em forma poética para somente depois aparecer textos em prosa e textos discursivos. Na língua hebraica usada no AT também não foi diferente. Primeiro apareceram os textos poéticos para depois surgirem os textos em prosa. Assim é que os textos poéticos bíblicos, provavelmente, são os mais antigos. Eles registram a fé do povo lá no início da sua vivência e experiência com o Deus de seus pais. Mas não temos somente textos bem antigos; nos livros poéticos temos o registro da passagem dos tempos para a fé em Israel: de uma confiança primitiva e simples a uma fé mais elaborada, temos nestes cinco livros a alma do povo.
É claro que quanto à datação, a maioria dos textos não apresenta informações suficientes para sabermos quando foram escritos e, muito provavelmente, eles primeiro surgiram e foram transmitidos de boca em boca, de pai para filho, até se fixarem escritos nos livros, aparecendo neles várias contribuições de sucessivas gerações de homens e mulheres anônimos que cantaram e professaram sua fé e crença no Deus antigo.
Outro detalhe a se observar é que os poemas foram compostos primeiramente para serem cantados com melodias orientais – bem diferentes das nossas ocidentais modernas. Não havia preocupação com uma estética gráfica ou com elaboradas construções gramaticais. Percebe-se que deveria haver uma fluência musical nos textos que prevaleceria sobre as palavras em seus significados. A poética hebraica se fez com um jogo de paralelismo de ideias e musicalidade que fazia cada composição completa em si.
Também é preciso dizer aqui algo sobre a diversidade das composições. Já foi dito acima sobre distintas épocas em que apareceram os textos, mas também se deve notar as diferentes origens culturais: há poemas de origem bem populares que deveriam ser cantados no meio das multidões; enquanto outros têm origem mais erudita servindo como registro da alta cultura da nação. Mas certamente, toda esta literatura foi registrada e colocada nos livros poéticos bíblicos como demonstração das várias facetas possíveis da mesma fé existente no povo de Israel.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

EM QUE VOCÊ BASEIA SUA CONFIANÇA?

O texto bíblico nos diz que no 4º ano do reinado de Ezequias, o 7º de Oséias em Israel, Senaqueribe, o rei da Assíria marchou contra Samaria e a cercou (2Rs 18:9). Após três anos de batalha, o exército assírio conquistou Samaria e levou cativo o reino do norte – Israel. Este foi o fim das dez tribos do norte como nação constituída. E isto aconteceu, ainda segundo o relato bíblico, porque os israelitas não obedeceram ao Senhor, o seu Deus, mas violaram a aliança (2Rs 18:12).
Seguindo a sua gana de poder, Senaqueribe seguiu guerreando e conquistando até chegar às portas de Jerusalém, cercando-a e intimidando o povo e sua liderança. Antes, porém, de a história começar a virar, Ezequias cometeu um erro estratégico – observe que a Bíblia não esconde os erros dos seus heróis: ele fraquejou e entregou tesouros sagrados ao conquistador, minando a resistência e aumentando o ímpeto assírio.
Com a cidade cercada e os suprimentos se acabando, Senaqueribe mandou mensageiros para desafiar o povo. A liderança de Jerusalém ainda tentou uma última estratégia pedindo que a troca de mensagens fosse feita em aramaico – a língua dos opressores – e não em hebraico (2Rs 18:26). Tentavam com isso diluir o constrangimento causado pela situação. Veja até que ponto pode chegar os servos de Deus quando apenas confiam em suas forças!
Mas nada disso deu resultado e o rei da Assíria questionou:
Digam isto a Ezequias: “Assim
diz o grande rei, o rei da
Assíria: ‘Em que você baseia
sua confiança? Você pensa que
meras palavras já são
estratégia e poderio militar.
Em quem você está confiando
para se rebelar contra mim?’”
(2Rs 18:19-20)
Senaqueribe tinha consciência de seu poderio bélico e sabia que naquele momento nenhum exército de nação alguma da Terra poderia enfrentá-lo e vencê-lo, nem o Egito: aquele caniço quebrado (2Rs 18:21).
O relato das vitórias assírias era realmente assustador e o mensageiro de Senaqueribe insistia em que as palavras do rei Ezequias eram um engano e portanto o Senhor não livraria Jerusalém e a cidade seria entregue nas mãos dos inimigos (2Rs 18:30). Uma batalha de contornos épicos estava se formando e uma vitória arrasadora das tropas de Senaqueribe seria perfeitamente previsível – se olhássemos apenas sob a ótica militar.
Mas eis que a história começou a mudar:
Ao ouvir o relato, o rei Ezequias
rasgou as suas vestes, pôs
roupas de luto e entrou no
templo do
Senhor.
(2Rs 19:1)
A oração que lemos nesta passagem é uma das mais sinceras e profundas de toda a Bíblia. Em atitude de humildade perante o Senhor, o rei colocou diante de Deus as cartas de Senaqueribe e reconheceu que a maior ofensa não era contra o rei, mas sim contra o próprio Deus vivo (leia toda a oração em 2Rs 19:15-19 e aprenda um modelo de prece que toca o Senhor e faz mudar a história).
Deus então entrou com providência enviando o profeta Isaias com a resposta a oração do rei.
Ele não entrará nesta cidade
(...) Eu defenderei esta cidade
e a salvarei por amor de mim e
por amor de Davi meu servo!
(Is 37:33-35 e 2Rs 19:32-34)
A história bíblica narra que o próprio Senhor naquela mesma noite entrou no acampamento das tropas assírias, matou mais de cem mil homens e fez o exército debandar, voltando para Nínive, conforme a profecia.
A resposta ao desafio de Senaqueribe foi dada pelo Senhor que foi desafiado. Diferentemente dos outros povos que foram conquistados pela Assíria, Judá e o seu rei basearam sua confiança no Senhor e dele veio a vitória.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VIDA CRISTÃ E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA – resenha

Recebi no final do ano passado uma cópia do livro "VIDA CRISTÃ E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA: para não se enganar nas eleições" do mestre João Ferreira Santos – com direito a dedicatória e tudo. Sem dúvidas, eu me senti privilegiadíssimo.
Quanto ao autor: fui seu aluno no curso teológico no Recife lá pelos anos de oitenta e alguma coisa e desde então tenho reconhecido sua erudição e conhecimento bíblico-teológico e pastoral. Ou seja, ao ter o livro em mãos, antes mesmo de ler, eu já sabia que era coisa boa.
Então o li com a atenção e cuidado devidos. E digo: o estilo e a capacidade continuam dignos de nota.
Mas vamos deixar estas palavras introdutórias e falar do livro em si. Não quero aqui fazer uma resenha técnico acadêmica do texto; bem que merecia, inclusive para publicação em periódico especializado. Também não convém um discurso laudatório, pois seria desnecessário. Neste caso vou apenas fazer poucas observações para atiçar a vontade de ler.
O livro começa com algumas considerações preliminares sobre a religião e a política no tempo de Jesus e, a partir daí, qual foi a proposta do cristianismo e como ela de encaminhou até se confundir com o próprio Império Romano. Pensa também sobre as bases políticas que deram origem ao protestantismo para então considerar o desafio da participação política hoje.
O texto segue analisando o direito do voto como conquista da democracia, da agremiação partidária como conquista do estado moderno e da resistência como conquista da cidadania.
Bem, até aqui eu praticamente fiz apenas citar o sumario. Mas eis que chego ao capítulo cinco – a meu ver o mais importante: o direito à educação como uma necessidade política. Aqui está a tese principal da obra.
Com um bom embasamento teórico dos clássicos e de outros textos de reflexão moderna, João Ferreira entende que a única solução para o problema político que o Brasil se vê emaranhado atualmente é assumir um projeto sério e abrangente de educação política. E aqui entendido educação política como o processo de formação do caráter ético e moral dos que constituem a polis – a cidade (daí os termos: política, do grego, relativo à polis e cidadania, do latim, à cidade).
Mas deixe-me passar a palavra ao próprio professor. É inegável que o Brasil está em crise moral e institucional...

Ora, considerando o Brasil como o paciente, é necessário que se entenda que a enfermidade foi causada pelos próprios políticos, logo o remédio não pode proceder deles. Tomando como base a ideia platônica, o remédio vem da educação, mas no Brasil, a educação também está enferma, confundiu-se com doutrinação (p. 60).

Como resolver este dilema? Mais uma vez as palavras são do mestre:

Assim a educação política não deve ser entendida como a arte de fazer quem não quer querer, mas como a arte de fazer com que cada um descubra o que é legítimo querer.
(...)
Assim, o educador e o educando assumem, cada um a seu modo, a condição de sujeito do processo educativo. Com isso, a curiosidade ingênua se transforma em curiosidade epistêmica; a doutrinação se transforma em educação; a pedagogia do oprimido se transforma em pedagogia da autonomia; e a vontade de poder se transforma em vontade de saber (p. 95-96).

O livro, que foi publicado em 2016 mas continua relevante e atual, finaliza com valiosas dicas para não se enganar nas eleições. Sem sobra de dúvida ele é indispensável para quem quer pensar e entender o tempo presente e participar no projeto de um Brasil melhor e possível. Essa precisa ser uma nossa contribuição como cristãos neste mundo.