sexta-feira, 28 de julho de 2017

AMAZING GRACE – como não louvar esta graça?

Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!

No final do século XVIII, o mercador de escravos inglês John Newton enfrentou uma tempestade no mar, circunstância que o fez perceber a fragilidade de sua vida e a absoluta necessidade da graça para sobreviver.  Esta experiência mudou radicalmente sua vida e nos deixou um legado incalculável: Newton se tornou um pastor anglicano e escreveu o texto que viria a ser a letra da canção "Amazing Grace". 
Para a sua transformação existencial, ele recebeu influência da leitura do texto medieval "A Imitação de Cristo" de Tomás de Kempis e do abolicionista William Wilberforce (este parágrafo é só para citar: estas e outras tantas informações podem ser colhidas com facilidades na internet – não é disso que eu quero falar).
Amazing Grace é, sem dúvida, uma das mais clássicas músicas cristãs do Ocidente.  Tem sido cantada como um verdadeiro hino pelos nossos irmãos norte-americanos e, a partir de sua influência evangelizadora e cultural, por cristãos de todo o mundo.  Poucos são os que não a conhecem ou não identificam sua melodia e letra, associando-a à piedade, fé e contrição.
Como ícone da cultura popular, foi gravada em língua inglesa por nomes como Whitney Houston, Elvis Presley (para mim: A versão!) e Rod Steward; em arranjos corais, instrumentais, e negro spiritual.  O hino foi tocado no filme "Jornada nas Estrelas II: a ira de Khan" e foi citado por Stephen King.  E não seria exagero dizer que há mais de três mil outras gravações e citações relevantes (estas e outras também podem ser encontradas na web).
Ah! É claro que versões já foram cantada em incontáveis línguas – inclusive em português.
Bem, a música.  Como disse à pouco, sua melodia consegue produzir em nossa alma uma atmosfera de piedade, fé e contrição – é um enlevo espiritual.  Sempre é recomendada em serviços (em inglês, esta expressão tem um significado bem apropriado de culto e adoração) e ocasiões quando a vida precisa de um sólido alicerce religioso e cristão – e ela é capaz de ir buscá-lo para o fornecer com a ternura apropriada.
E, a letra.  Certamente há muito o contexto original que a faz ser escrita já está oculto nas linhas da história, mas isso não a invalida, pelo contrário: permite novas interações e referências pela sua riqueza e caráter cristão.
Numa tradução livre, seus primeiros versos dizem:

Graça incrível, quão doce é o som
Isso salvou um miserável como eu!
Uma vez eu estava perdido, mas agora fui encontrado,
Fui cego, mas agora eu vejo.

Antes de terminar, deixe-me dizer algo sobre o adjetivo inglês Amazing que qualifica a graça.  Não sou especialista na língua de Shakespeare, e, com certeza, tenho muita dificuldade em expressar o que esta palavra quer dizer – os dicionários também!  Seria algo como: surpreendente, fantástico, maravilhoso, incrível, fabuloso – e por aí vai...  Realmente é difícil traduzir o que a graça de Cristo é capaz de fazer por um ser humano que se deixa ser alcançado e tocado por ela!
E a letra de Newton termina afirmando a convicção (a tradução ainda é livre e minha):

A terra logo se dissolverá como a neve,
O sol deixará de brilhar;
Mas Deus, que me chamou aqui abaixo,
Será para sempre comigo.

 Como não louvar esta Amazing Grace!?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Conselhos bíblicos sobre adoração e culto – A PALAVRA PROFÉTICA

Pois desejo misericórdia e não sacrifícios; conhecimento de Deus, em vez de holocaustos.
(Os 6:6)


Cultuamos hoje ao nosso não mais com ritos sacrificais antigos, mas as lições trazidas pelas advertências dos profetas do AT devem ainda encontrar aplicação que nos forneçam diretrizes para nossa adoração.
# Comece refletindo sobre o seu culto, lembrando que a forma em que você o apresenta ao Senhor deve ser cuidadosa e criteriosa.  Porém mais importante é o seu coração que deve estar comprometido com o culto e com o Senhor (veja a repreensão de Jesus em Mt 15:8).
# Não tende manipular Deus com as suas ações de culto e adoração.  Cultue como forma de gratidão pela sua bondade e misericórdia e não como quem quer conquistá-lo.  Lembre-se que foi a graça de lhe permitiu o acesso ao altar quando o véu foi rasgado no dia do sacrifício definitivo de Jesus na cruz (Mc 15:38).
# Coloque como prioridade em sua vida a busca pelo Senhor e a obediência a sua vontade; só então as outras coisas acontecerão, inclusive a sua aceitação e do seu culto (Mt 6:33 pode ser entendido nesta direção).
# Não faça do culto um fim em si mesmo.  Nem pense que porque você vem ao santuário trazendo sua adoração isto já é suficiente para considerar seus deveres religiosos cumpridos.  Faça do seu culto um lugar e um momento de encontro com Deus que alegra o Senhor e lhe restaura a alma (veja com é belo o Sl 46:5).
# Transforme sua adoração em motivação para amar o próximo e viver de maneira responsável a sua ética e moralidade social, nisto consiste a verdadeira adoração que agrada ao Senhor (Tg 1:27 é muito incisivo quanto a isso).

terça-feira, 18 de julho de 2017

ATOS 26:28 – qual o sentido do texto?


Vamos analisar:

=> A primeira constatação e mais óbvia é que realmente as duas traduções em português não fazem sentido, parecem se referir a originais distintos!!!

=> Vamos às quatro citações que você apresenta:
        a. NVI – "Você acha que em tão pouco tempo pode convencer-me a tornar-me cristão".  Mas parece que nem ela mesma ficou satisfeita com sua proposta de tradução, pois chamou uma nota de rodapé onde diz: ou por pouco você não me convence a tornar-me cristão.  A versão NIV em inglês segue o mesmo fraseado.
        b. SBB – Por pouco me persuades a fazer-me cristão.  Esta é a versão conhecida como Almeida Revista e Atualizada (a 2ª edição é de 1995); a qual estamos mais acostumados.
        c. Vulgata – in modico suades me Christianum fieri.  Tradução literal: Você quase me convence a tornar Cristão.
        d. Septuaginta – ἐν ὀλίγῳ με πείθεις Χριστιανὸν ποιῆσαι.  Na verdade, esta é a versão grega de Nestle GNT 1904 – bastante confiável.

=> Assim, o que temos:

        α. De saída já digo que gosto mais da versão tradicional de Almeida.  Soa melhor e respeita o grego.

        β. Veja a tradução e análise rápida, palavra por palavra –
ἐν em – preposição
ὀλίγῳpouco – adjetivo dativo singular 
με me – pronome primeira pessoa
πείθεις convencer, persuadir – verbo presente do indicativo
Χριστιανὸν cristão – substantivo
ποιῆσαι fazer – verbo infinitivo aoristo
       
γ. Pesquisando, há outras sugestões de tradução –
- F.F. Bruce (biblista erudito inglês) sugere: "em pouco tempo tu estás tentando me persuadir a agir como cristão".
- Tradução Brasileira  (1917) – Com pouco me persuades a fazer-me cristão
- ARC – Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!
- NTLH – Você pensa que assim, em tão pouco tempo, vai me tornar cristão?

δ. Se quiser internacionalizar:
- Reina Valera (espanhol) – Por poco me persuades a hacerme cristiano.
- King James (inglês) – Almost thou persuadest me to be a Christian.
- Lutero (alemão) – Es fehlt nicht viel, du wirst mich noch bereden und mich zum Christen machen.
- Riveduta (italiano) – Per poco non mi persuadi a diventar cristiano.

=> Conclusão:
No contexto, Paulo está apresentando sua defesa diante do rei Agripa e então questiona ao rei se ele acredita nas profecias.  Ao que tudo indica, o apóstolo iria tomar os profetas como testemunhas.  O rei então interrompe Paulo confessando que o argumento é forte e que ele se sente balançado a acatá-lo – o que aconteceria se Paulo tivesse mais tempo para o apresentar!
Como disse, gosto da tradução de Almeida – ela respeita o grego.
O apóstolo Paulo era um excelente argumentador e com certeza acabaria por convencer não somente o rei como também os demais ouvintes presentes naquele dia que a fé cristã que ele defendia era a expressão absoluta da verdade (parece clara a intenção de Paulo pela palavras do verso seguinte!).  Então o rei intervém antes do pior.
Numa tradução pouco literal eu diria:
— Pare aí antes que seja tarde e eu acabe me convencendo que devo ser cristão!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

VENHA O TEU REINO – uma prece

— Pai nosso que está nos céus: teu nome é santo! Que a santidade do teu nome venha e inunde por completo toda a minha existência.
— Venha o teu Reino.  Que ele chegue, irrompa, aconteça, estabeleça, conquiste.
— Ó Senhor dos Exércitos, venha com o teu Reino.  Mostra tua grandeza e força e toma o que é teu por direito.  Creio firmemente em tua Palavra quando declaras: Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?
— Nada poderá te deter, então te rogo que venhas com o teu Reino.  Esta é minha prece: sei que tens todo o poder e por isso te suplico que exerças tua autoridade para trazeres teu Reino ao meu mundo, minha vida, minha cidade, meu lugar.
— Tenho visto hostes inimigas se levantarem.  O adversário de nossas almas tem pelejado e até demonstra aparentes vitórias.  Mas acima de tudo tenho posto a minha fé em ti, sei que virás com teu braço forte e conquistarás vitórias verdadeiras e definitivas.
— Tu que és varão de guerra, toma a frente do teu exército, coloca-te diante de teu formidável batalhão e comanda-o.  Tuas tropas já estão se colocando em posição de batalha e só esperam as ordens do soberano General e Senhor dos Exércitos para marcharem em triunfo.
— Assim eu te peço: venha o teu Reino e dessa forma ninguém poderá te deter.  E mais uma vez tomo a tua Palavra como testemunha quando declara que sairás como valente, despertarás o teu zelo como homem de guerra; clamarás, lançarás forte grito de guerra e mostrará tua força contra os teus inimigos.  Tu mesmo o prometeste e rogo que cumpra.
— Tuas estratégias são invencíveis.  Teu comando incontestável.  Teu posicionamento louvável.  Tuas palavras poderosas.  E teus filhos e servos estão prontos a te obedecer e seguir.
— Esta é minha prece: venha o teu Reino como um Império poderosíssimo e conquistador.
— Certo de tua incontestável vitória, eu te peço mais: venha o teu Reino, adentres os portais deste mundo com brado de vitória.  Traga a alegria da conquista para minha existência, minha terra, meu lugar, minha história.
— Como um exército que chega triunfante e vitorioso da batalha, assuma o cortejo.
— Quero cantar junto com o salmista quando me instrui a entrar por tuas portas com ações de graças e nos teus átrios, com hinos de louvor; render-te graças e bendizer-te o nome.  Também não quero me esquecer das palavras proféticas: Alegre-se muito, povo de Sião! Moradores de Jerusalém, cantem de alegria, pois o seu rei está chegando.  Ele vem triunfante e vitorioso.
— Sei que chegará o dia glorioso quando se ouvirá o brado retumbante: Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.  Quem é o Rei da glória? O Senhor forte e valente, o Senhor valente nas guerras.  Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da glória entre.  Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!
— Então eu te imploro: venha o teu Reino, inicia o teu desfile glorioso.  Minha alma anseia por celebração e rituais de júbilo pela chegada do Reino. 
— Nessa prece, ainda a recheio com palavras do Salmo: Celebraremos com júbilo a tua vitória e em nome do nosso Deus hastearemos pendões.  É por este momento de alegria que espera teu povo, então venha em procissão de conquista e estabeleça o teu Reino entre nós.
— Algumas vezes chego até a pensar que teu Reino está demorando muito a chegar, por isso continuo insistindo: venha o Reino.
— Ó Senhor dos Exércitos, tu nunca te atrasas – isso é a mais pura verdade.  Eu é que preciso aprender a aceitar teus propósitos e desígnios soberanos.
— Confio em ti e sei que já tens determinado um tempo e um momento para cada coisa e situação.  Então, embora continue com a minha prece pela chegada de teu Reino, é imperioso descansar no teu controle absoluto das circunstâncias e da história – prova inconteste de que teu é o Reino e de que ele virá.
— Neste momento, apenas podemos ouvir os acordes do ensaio da marcha triunfante; apenas vislumbramos os pendões sendo enfileirados para o cortejo real, o teu exército tomando posição.
— Assim, enquanto espero ansioso o momento definitivo do teu Reino, eu te suplico que me permitas e condiciones a vivê-lo já como uma sublime antecipação.  O Reino que está para chegar, e pelo qual eu oro, já deverá estar condicionando toda a minha vida, ações, posições e intenções.
— Peço por mim e pela tua igreja. Que a espera não nos faça esmorecer nem perder a visão do Reino.  Que o tempo em que aguardamos não nos enfraqueça as mãos ou cale nossa voz.  Que o ainda não do presente não ofusque o até que em fim.  Que as aflições do agora não nos olvide a glória que em nós há de ser revelada.
— Ó Senhor dos Exércitos, conceda à tua igreja continuar sendo um baluarte deste Reino; uma agência avançada; uma antecipação inconfundível; a vanguarda do teu Reino.  Submissa e festejante.
— Que a prece nunca falte nos lábios do teu povo: venha o teu Reino.  E que este seja o tema incorruptível de nossa vida e pregação.
— Assim, com alegria reconheço que breve chegará o teu dia de glória.  Todos os sinais já prenunciam.  Não vai tardar o ressoar da trombeta quando o teu povo, teus súditos, teus filhos, habitantes de terra e céus proclamarão: "O Reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre".

— Pois teu é o Reino, o poder, e a glória para sempre.  Amém!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Conselhos bíblicos sobre adoração e culto – A VOCAÇÃO DE ISAÍAS

No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado e a aba de sua veste enchia o templo.  Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.  E proclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória”.
 (Is 6:1-3)


A vocação de Isaías como descrita no livro de sua profecia é um exemplo majestoso de culto, adoração e glorificação a Deus que reconhecemos na narrativa bíblica.  Como modelo ao qual devemos nos espelhar em nossos cultos hoje, ele aponta algumas aplicações cultuais.
# Tudo ocorreu quando Isaías estava no templo em estado de luto.  Aprenda isso e não permita que nenhum luto – espírito de morte e desânimo – afaste você da Casa do Senhor e do lugar de adoração.  Tenha prazer em estar neste ambiente (declare o Sl 122:1).
# Tenha consciência da presença de Deus.  É esta presença que gera o culto.  Mesmo que não seja fisicamente perceptível, creia que o Espírito de Deus está soprando como um vento no meio da adoração (nas palavras de Jesus em Jo 3:8).  Cultue a partir desta consciência.
# Sempre inicie seu culto adorando e declarando a santidade absoluta de Deus.
# Deixe-me insistir.  Encha seu culto de adoração àquele que é “santo, santo, santo, que era, que é e que há de vir” (em Ap 4:8 estas são as palavras que ecoam na eternidade).
# Jamais queira competir com a glória e a majestade de Deus.  O louvor deve ser dirigido exclusivamente ao Deus santo.  Nunca se esqueça que o Senhor não divide a sua glória com ninguém (é ao mesmo profeta que é dita esta advertência – Is 48:11).
# A certeza da santidade divina deve fazer aflorar à consciência os seus pecados.  Tenha cuidado com isso pois o Senhor requer pureza no seu altar (Hb 10:31 fala que é terrível).
# Ao tomar consciência de seu pecado, arrependa-se e o confesse.  Lembre que pecado não confessado é brecha para desgraça, porém pecado abandonado atrai misericórdia (preste atenção às palavras de Pv 28:13).
# Deixe-se ser tocado pelo que vem do altar de Deus.  É o Senhor – e somente ele – quem nos purifica.  Sem a ação divina em nós não há mudança de vida, então permita que o Espírito trabalhe em você e refaça sua história (isto está no poema de confissão de Davi em Sl 51:2).
# Antes de concluir sua adoração, ouça o chamado ao testemunho e ao anúncio do evangelho.  Ele tem que fazer parte do seu culto (estava na oração sacerdotal de Jesus em Jo 20:21).  E ao ouvir a vocação responda favoravelmente (diga como Maria em Lc 1:38).
# Só então Deus terá apreciado sua adoração; sua alma já pura estará pacificada; a missão poderá ser cumprida.  Vai se cumprir na sua vida, na sua família e na sua igreja a bênção sacerdotal (leia-a em Nm 6:24-26).


sexta-feira, 7 de julho de 2017

A GRAÇA – TRÊS ASPECTOS

Paulo, o apóstolo, na sua carta aos cristãos de Roma – a primeira carta das que aparece na sequência do Novo Testamento – em 11:5-6 diz o seguinte: A mesma coisa também acontece agora: Por causa da graça de Deus ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu.  A sua escolha é baseada na sua graça e não no que eles têm feito.  Porque, se a escolha de Deus fosse baseada no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria verdadeira.
Sem dúvida alguma este é um tema riquíssimo e sobre ele poderia escrever páginas, mas gostaria de pensar rapidamente somente sobre três aspectos e no fim lançar em desafio.
Em primeiro lugar graça é o amor de Deus que salva as pessoas e as conserva unidas com ele.  E este é um dos pontos fundamentais.  O que me leva até Deus e o traz para perto é unicamente a sua graça.  Infelizmente há muita gente que gasta boa parte da sua vida e dos seus esforços tentando chegar até Deus, mas estes não irão muito longe, pois por mais que se esforcem ninguém nunca vai merecer chegar até Deus.  Ele está ao alcance de todos, sem distinção ou diferença, basta que se entreguem à graça.
Um segundo aspecto seria graça como a soma das bênçãos que uma pessoa, sem merecer, recebe de Deus por meio de Jesus Cristo.  Novamente a ênfase volta a ser o fato de não se merecer mas Deus, por meio de Cristo somente, é que se dispõe a abençoar.  Deus está continuamente pronto a derramar suas bênçãos a todos os seres humanos, mas enquanto estes estiverem tentando alcançar as bênçãos com esforço próprio não as alcançarão.  A graça é de graça e somente através dela.
E em terceiro lugar a graça é a influência sustentadora de Deus que permite que a pessoa salva continue fiel e firme na vida cristã.  A caminhada cristã não é fácil e quem pensa que assim é ainda não a conhece profundamente, mas o mesmo Deus que alcança homens e mulheres e os coloca nesta jornada é o mesmo que, com sua graça, caminha ao lado e lhes dá condições de prosseguir vitoriosos sempre.
Graça: amor que salva.  Graça: soma de bênçãos.  Graça: influência sustentadora.  Mas graça que reclama de mim e de você um espaço para ela agir.  Graça que não atropela a vontade de ninguém.  E este é o desafio que quero lhe fazer agora: Dê espaço para a graça de Deus na sua vida e comece uma vida nova, vida de verdade.  E que o Deus da graça lhe abençoe.


terça-feira, 4 de julho de 2017

AS 12 PEDRAS DA NOVA JERUSALÉM

No capítulo 21 de Apocalipse está descrita a visão do novo céu e nova terra.  Ali se diz (lá pelos versos 19 e 20) que doze pedras ornavam seu fundamento.  Veja na relação abaixo um pouco de cada uma delas.

PRIMEIRA PEDRA



. Nomejaspeἴασπις
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cor vermelho / amarelo opaco
. Principal utilização atual confecção de vasos, utensílios e bijuterias
. Curiosidade variedade mais comum de quartzo

SEGUNDA PEDRA


. Nomesafiraσάπφιρος
. Composto químico básico óxido de alumínio –  Al2O3
. Brilho e cor azul ou cinza
. Principal utilização atual equipamentos elétricos, óticos e janelas de fornalhas de alta temperatura
. Curiosidade seu nome vem do árabe significando "pedra preciosa"

TERCEIRA PEDRA


. Nomecalcedôniaχαλκηδών  
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cortranslúcido em várias cores
. Principal utilização atual joalheria
. Curiosidade – óxido mineral conhecido como cornalina

QUARTA PEDRA


. Nomeesmeralda σμάραγδος   
. Composto químico básico ciclossilicato de berílio e alumínioBe3Al2(SiO3)6
. Brilho e corverde (transparente ou opaca)
. Principal utilização atual joalheria
. Curiosidade – extremamente sensível a pancadas fortes, riscos e mudanças de temperatura repentinas

QUINTA PEDRA


. Nomesardônio σαρδόνυξ
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cor preta ou vermelha
. Principal utilização atual confecção de camafeus
. Curiosidade conhecida também como ônix vermelha

SEXTA PEDRA


. Nomesárdio σάρδιον
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cor castanha translúcida
. Principal utilização atual joalheria (pedra semi-preciosa)
. Curiosidade mineral da família da calcedônia

SÉTIMA PEDRA


. Nomecrisólito χρυσόλιθος
. Composto químico básico silicato de magnésio e ferro – Mg2SiO4
. Brilho e cor verde claro
. Principal utilização atual ourivesaria
. Curiosidade minerada após o anoitecer, quando se revela por sua radiância

OITAVA PEDRA


. Nomeberiloβήρυλλος
. Composto químico básico ciclossilicato de berílio e alumínio – Be3Al2(SiO3)6
. Brilho e cor brilho vítreo incolor
. Principal utilização atual programas nucleares e espaciais
. Curiosidade geralmente é encontrado colorido na natureza devido a impurezas

NONA PEDRA


. Nometopázio τοπάζιον
. Composto químico básico silicato de alumínio e flúorAl2SiO4(OH,F)2
. Brilho e cor brilho vítreo incolor
. Principal utilização atual joalheria
. Curiosidade pela sua raridade e beleza é uma das pedras preciosas mais valorizadas da atualidade

DÉCIMA PEDRA


. Nomecrisópraso ou crisoprásio χρυσόπρασος
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cor esverdeada
. Principal utilização atual joalheria
. Curiosidade variedade mais comum de quartzo

DÉCIMA PRIMEIRA PEDRA


. Nomejacinto ὑάκινθος
. Composto químico básico ortossilicato de zircônio – ZrSiO4
. Brilho e cor castanho esverdeado
. Principal utilização atual substituto mais barato e popular para o diamante
. Curiosidade Também conhecido como zircão ou zirconita

DÉCIMA SEGUNDA PEDRA


. Nomeametista ἀμέθυστος
. Composto químico básico dióxido de silício – SiO2
. Brilho e cor roxo, lilás ou púrpura
. Principal utilização atual joalheria
. Curiosidade usada como pedra preciosa desde os tempos do antigo Egito


terça-feira, 27 de junho de 2017

Conselhos bíblicos sobre adoração e culto – A REFORMA DE JOSIAS

Josias celebrou a Páscoa do Senhor em Jerusalém, e o cordeiro da Páscoa foi abatido no décimo quarto dia do primeiro mês.  Ele nomeou os sacerdotes para as suas responsabilidades e os encorajou a se dedicarem ao serviço no templo do Senhor.
(2Cr 35:1-2)


Ao longo da história da igreja, muitos têm se empenhado por renovação e reforma nas estruturas eclesiásticas e na sua maneira de adorar.  O rei Josias, quando percebeu esta necessidade entre seu povo, buscou o Senhor e fez o que estava ao seu alcance para empreender uma reforma profunda no templo e no culto judeu.
Desta experiência ainda podemos aplicar lições preciosas para nosso culto e nossa adoração.
# Identifique onde caiu e pecou e se arrependa.  É verdade que o pecado nos afasta de Deus, mas também pode acreditar que pela confissão e abandono das práticas abomináveis alcançará a misericórdia divina (leia lado a lado textos como Is. 59:1-2; Pv 28:13 e 1Jo 1:9).
# Inicie o caminho de volta ao Senhor buscando-o com sinceridade (a oração de arrependimento de Davi no Sl 51, especialmente o verso 17 diz esta verdade).
# Restaure o altar de sua vida, destruindo os ídolos que tenham se infiltrado em sua adoração.  Deus requer a primazia.  E não permita que nada nem ninguém ocupe seu lugar (Mt 6:33 é bem conhecido).
# Reencontre o lugar da Palavra de Deus em sua vida.  Isto vale tanto para quem a esquece fisicamente em um canto qualquer como principalmente para quem a despreza espiritualmente não seguindo suas instruções (faça suas as palavras do Sl 119:11).
# Faça da leitura bíblica o centro de sua adoração – pessoal e coletivamente em sua igreja.  Reunião sem Bíblia não pode ser considerada encontro com Deus, logo não é culto nem adoração (lembre que a ordem para a leitura pública da Lei no culto está prevista nela mesma – Dt 31:11).
# Consulte e dê ouvidos aos profetas que verdadeiramente falem aquilo que o Senhor tem a dizer, interpretando e aplicando a Palavra revelada (reveja o encontro de Felipe com o eunuco etíope e a queixa deste em At 8:31).
# Tendo refeito todos os passos do processo de reconstrução espiritual, conclua-o celebrando a renovação da aliança com Deus feita em Cristo, nosso Cordeiro pascoal (é a instrução paulina aos coríntios – 1Co 5:7-8).

sexta-feira, 23 de junho de 2017

RECICLAGEM

Semana passada fizemos uma faxina no templo de nossa congregação: muitas coisas foram jogadas no lixo, outras recolhidas para serem reaproveitadas e outras tantas deveriam ser destinadas à reciclagem.  É sempre assim, periodicamente precisamos fazer isso com o que guardamos.  E mais agora nestes tempos verdes em que a onda é sempre reciclar.  Aquilo que não mais me é útil devo recolher e entregar para reprocessar e possa assim voltar a ser utilizado sem virar entulho e lixo.
Com esta cena em mente, me lembrei de Onésimo.  Ele tinha sido um escravo fugitivo que foi alcançado pelo Evangelho na prisão pela pregação de Paulo, teve sua vida transformada, e através do bilhete que está no NT o apóstolo o encaminhou de volta ao seu senhor (é a pequena carta a Filemom).
Na carta, Paulo explica que aquele que fora inútil, imprestável, desprezível e "uma coisa que só servia para ser jogado no lixo", agora era nova criatura pelo poder Evangelho, tornando-se mais uma vez um homem útil e com valor.
Esta história do Onésimo, sua conversão e de como ele foi restituído a Filemom é um bom paradigma para nossa própria história.  A Bíblia nos conta que um dia nos rebelamos contra o Senhor, fugimos e nos tornamos inúteis e desprezíveis (há vários textos sobre isso – veja por exemplo Rm 3:23).  Diante desta realidade nosso destino seria o lixo de fogo eterno (é o que Jesus prediz em Mt 25:41).  Mas fomos recolocados na vida, podendo voltar a ser aproveitáveis nas mãos de Deus (leia isso em Rm 5:1).
Dá para notar que aquilo que fazemos com as coisas do nosso lixo, foi o que Cristo fez por nós no eterno plano da salvação (considere ainda Cl 1:13-14).  Então, assim já não somos mais lixo espiritual, mas nova criatura: aquele que se havia perdido foi achado (lembre o filho pródigo em Lc 15:24); o que era inútil tem nova serventia (é o próprio caso de Onésimo em Fm 11) e o que foi imprestável tem valor (note que Jesus nos valoriza ao fazer sua escolha por nós, como dito em Jo 15:16).
Sou levado a duas conclusões diante deste processo de reciclagem da alma.  Primeiro ninguém é tão desgraçado e inútil que não possa ser alcançado pelo amor divino e receber uma outra chance de ser tornar novamente a imagem imaculada de Deus (compare Rm 5:8 com 2Co 3:18).  E segundo, nós que já fomos trazidos de volta ao ciclo da vida eterna devemos viver para glorificar a Deus por isso (este é o sentido de 1Co 6:20).

(Do original em ibsolnascente.blogspot.com – 30 de abril de 2010.  Aqui com a devida contextualização e adaptações)

terça-feira, 20 de junho de 2017

O TETRAGRAMA SAGRADO

Nas páginas do Antigo Testamento Hebraico nós lemos que Deus se revelou.  Ele disse qual era o seu próprio nome, mas que este nome era totalmente sagrado.  Assim, em respeito ao nome sagrado, a Escrituras registraram o nome divino com quatro letras – o Tetragrama Sagrado: יהוה – mas a sua pronúncia se perdeu.  Partindo da indicação do Salmo 23, onde podemos ler o Nome de Deus registrado pelo salmista Davi, veja como diversas traduções da Bíblia optaram traduzir o Nome.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

HÁ PERDÃO NA CRUZ

Na excelente linha de argumentação teológica e doutrinária do autor aos Hebreus, ele afirma com clareza que sem derramamento de sangue não há perdão (Hb 9:22).  Por este raciocínio, entendemos que para a eliminação do pecado e suas consequências há a exigência espiritual de que o sangue seja vertido.
Para entender tais implicações, é necessário contudo, em primeiro lugar expor um conceito de pecado.  Em linhas gerais, pecado é mais que uma atitude socialmente reprovável ou mais que um desvio de conduta.  Pecado é uma ofensa a Deus como um ser pessoal que nos ama e, por isso, exige reparação.
Esta compreensão nos leva então a uma outra que associa os termos: pecado => reparação => sangue => cruz => perdão.  Assim, tudo aponta para a cruz de Cristo pois é de lá que emana todo o amor e todo o poder que produz o perdão divino ao ser humano decaído.
Mas como podemos entender o perdão de Deus em nós?  Uma visão mais ampla da verdade bíblica nos indica algumas respostas.
Em primeiro lugar, o perdão de Deus em nós é de graça.  Embora tenha custado o caríssimo preço de seu Filho Unigênito (lembre-se de Jo 3:16), para nós que o recebemos não nos custou nada!  Em Paulo é muito forte a convicção de que foi pela graça de Cristo Jesus transbordando para nós que alcançamos a dádiva do perdão (leia Rm 5:15 e compare com At 15:11).  Se vivenciamos hoje o perdão dos nossos pecados é que fomos atingidos pela maravilhosa graça.
O perdão de Deus em nós também é uma experiência completa.  Por definição, o pecado produz na fragmentação humana.  Ao nos outorgar seu perdão, o Senhor nos atinge por completo (este pode ser o sentido de 1Jo 1:9).  Mas nenhum texto é tão incisivo quanto a profecia de Miquéias: Deus declara que dos pecados perdoados já não restará lembrança alguma pois todos foram atirados nas profundezas do mar (veja como é lindo todo o texto de Mq 7:14-20!).
E mais ainda, o perdão de Deus em nós é extensivo.  Ao gozarmos de tal perdão somos levados mais além ao ato de também perdoar.  Assim foi indicado na Oração modelo, assim também na parábola do servo impiedoso (os textos são Mt 6:14-15 e Mt 18:21-35) e Paulo fala no constrangimento do amor de Cristo em 2Co 5:14.  O perdão divino gera em nós um espírito perdoador o qual nos liga novamente ao Senhor amoroso, nos refaz por dentro e cria novos laços com nossos irmãos (respectivamente: Ef 2:18; 2Co 5:17 e Ef 4:32).
É por isso que louvamos o Senhor por tal perdão.  É por isso que vivenciamos todo os dias o ser nova criatura. 
Que o próprio Cristo nos faça viver à sombra da cruz para podermos sempre experimentar mais toda a extensão e profundidade do perdão que de lá nos vem.  Para sua glória.


(De uma publicação original em 18/09/2009 – ibsolnascente.blogspot.com)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Conselhos bíblicos sobre adoração e culto – O CULTO DE DAVI

Então disse Davi a toda a assembléia: “Louvem o Senhor, o seu Deus”.  E todos eles louvaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, inclinando-se e prostrando-se diante do Senhor e diante do rei.
 (1Cr 29:20)


Já sabemos que Davi foi um homem segundo o coração de Deus (constatado em At 13:22) e por isso podemos entender que seu modelo de culto e adoração, bem como seu projeto e relacionamento com o templo e o local de encontro efetivo com Deus devem servir de referência para a igreja hoje em seu projeto de culto.  Assim:
# Não queira trazer invenções ou inovações que desprezem ou desrespeitem a fé e o testemunho dos irmãos do passado.  Ter uma tradição e uma linha histórica faz parte da verdadeira adoração.  Considere isto quando for adorar ao Senhor (note que mesmo Jesus esteve alinhado com a fé revelada na história – é o que diz Hb 1:1-2).
# Aprenda sobre a revelação de Deus na história.  Isso significa que seu culto tem que ter base bíblica, pois é ela que dará conteúdo.  Considere também a coerência histórica dos seus atos de adoração.  O Deus que cultuamos hoje tem que ser o mesmo que foi adorado no passado (faça suas as palavras do Sl 44:1).
# Leve a sério a instrução bíblica de que é melhor dar que receber (está em At 20:35).  Faça de sua adoração um momento de gratidão pelo que já pode dar para o Reino de Deus e sua construção nesta terra.
# Quanto ao momento do culto em si, transforme cada novo encontro com o Senhor em uma nova oportunidade de entrega completa de si mesmo no altar (veja o que diz o Sl 116:17-19). 
# Afirmamos constantemente que nossa adoração deve ser alegre e festiva pela presença e encontro com o Senhor.  Lembre-se, contudo, que além da alegria interior que o Senhor nos proporciona, nosso culto tem que ser revestido de beleza e arte (aqui os salmos se multiplicam, veja, por exemplo, Sl 43:4 e Sl 98:4-6 além de Is 4:2).  Ofereça sempre o melhor para Deus.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

DEUS FAZENDO PRODÍGIOS

Alguns episódios na vida terrena de Jesus são surpreendentes pelo inusitado das circunstâncias que os cercam.  Lucas nos conta (em 5:17-26) um destes episódios quando Jesus estava pregando para uma multidão e alguns homens trouxeram um paralítico a fim de ser curado.  Como não conseguiam chegar perto, subiram no terraço da casa e o fizeram baixar na maca no meio da multidão para que este tivesse acesso a Jesus.
A narração continua com Jesus perdoando os pecados do enfermo e os fariseus questionando a autoridade de Jesus.  O evangelista ainda conta que por conhecer os corações daqueles homens, Jesus demonstrou o seu poder ao estender o poder de perdoar ao poder de curar, restabelecendo a saúde daquele paralítico – foi isso que causou admiração: Hoje vimos coisas extraordinárias (Lc 5:26).
A admiração dos que testemunharam o episódio é pelo fato de eles terem visto pessoalmente a concretização da ação de Deus em fazer proezas em favor dos seus.  O nosso Deus faz maravilhas e intervém em favor de homens e mulheres!  Nisto está a grandeza do seu amor e misericórdia!
Dos que presenciaram aquele acontecimento, três grupos são bem destacados:
O primeiro grupo citado é o dos fariseus e professores da lei.  Por definição deveriam ser os que mais conheciam a Deus e o seu poder amoroso; mas não foi isso que aconteceu.  Eles estavam ali para ouvirem Jesus falar, mas não estavam dispostos a crer nele como o Messias.  Aqueles homens da religião testemunharam do poder de Deus, mas as amarras religiosas e um conhecimento canhestro e limitado de quem é Deus os impediu de serem tocados pela graça divina.
Às vezes nosso conhecimento limitado de quem é Deus também limita nossa percepção do que ele faz entre nós e por nós
Um destaque deve ser dado ao paralítico.  Ele ouviu as instruções de Jesus para levantar, pegar a cama e ir para casa e se dispôs imediatamente a cumpri-las.  Sem alternativas e consciente de sua deficiência, aquele homem – nem o nome sabemos dele – assumiu que carecia da intervenção de Cristo em sua vida e esteve aberto para recebê-la com humildade.
Ao reconhecer nossa absoluta necessidade da Deus e nos submeter à manifestação de sua vontade, ele realmente age em nosso favor.
E por fim, devo citar o grupo de homens que alguma coisa fizeram em prol do paralítico.  E Lucas chama a atenção para o fato que Jesus notou a fé que eles tinham.  Eram apenas alguns homens diante de uma multidão que cercava Jesus, mas eles não mediram esforços nem se detiveram diante das impossibilidades para levarem o necessitado até Jesus.
Quando usamos de coragem e ousadia para levar pessoas até Jesus, as proezas de Deus acontecem.
Finalizo questionando: a qual destes grupos você se assemelha?

(Publicação original em 02/10/2009 – ibsolnascente.blogspot.com)